Portal do Município de União da Vitória – Paraná

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Histórico

As primeiras expedições na região ocorreram em 1726. Porém, não estabeleceram nenhum núcleo de povoamento. Nessa época os índios botocudos e caingangues habitavam densamente esta área. Com a descoberta dos Campos de Palmas, e a ocupação dos mesmos, surgiu a necessidade de encurtamento do caminho entre Palmas e Palmeira, para onde seriam conduzidas as tropas de gado.
Decorrente desta necessidade, Pedro Siqueira Cortes, em 12 de abril de 1842, descobriu o vau, o qual permitia a passagem de tropas e igualmente, servia como ponto de embarque e desembarque aos que utilizavam o trânsito fluvial.
Surgiu então o local denominado de Porto União, alterado em 1855 para Porto União da Vitória, e em 1877 para Freguesia de União da Vitória.

Principais acontecimentos históricos:

1880 – Proveniente de Palmas, o Coronel Amazonas de Araújo Marcondes fixa-se na Freguesia, como comerciante e entusiasta do desenvolvimento, e começa a implementar inovações, tais como a navegação a vapor e o fomento à imigração.

1881 – Inicia-se a colonização com a vinda de cerca de 24 famílias de imigrantes.

1882 – Começa a navegação pelo rio Iguaçu com o vapor “O Cruzeiro”, de propriedade do Coronel Amazonas.

1884 – O Coronel Amazonas transporta em seu vapor a primeira caldeira para a montagem da primeira serraria.

1890 – Assinado o Decreto 54, do dia 27 de março, criando-se a Intendência Municipal de União da Vitória, desmembrado-a do município de Palmas.

1896 – Passa pela cidade o profeta João Maria.

1907 – Inaugurada a ponte metálica definitiva da Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande, sobre o rio Iguaçu.

1912 a 1916 – Guerra do Contestado.

1917 – Com o Tratado de Limites ocorre o desmembramento da cidade, uma passou a chamar-se Porto União e a pertencer ao estado de Santa Catarina, e a outra União da Vitória, que continuou a pertencer ao Paraná

1990 – Centenário de Emancipação Política de União da Vitória.

Formação étnica

Os primeiros ocupantes desta região foram os índios, pertencentes às tribos dos Botocudos e Caingangues, sendo que o início dos fluxos imigratórios se deu com a vinda das famílias alemãs que começaram a colonização de União da Vitória, seguidas pelos poloneses, ucranianos, italianos e sírio-libaneses.

Principais etnias que formaram a identidade do povo de União da Vitória:

Alemães
Em 1881, por iniciativa do Cel. Amazonas, chegaram às margens do Rio Iguaçu, 24 famílias de alemães provenientes de São Francisco do Sul – SC. Apesar de encontrarem adversidades para se estabelecerem no local, pelas dificuldades de acesso, comunicação, abastecimento e ao solo de difícil manejo, formaram na região um núcleo de colonização.
Novas levas de imigrantes alemães continuaram a chagar à região nos anos e décadas seguintes, provenientes da Europa ou de outros núcleos de imigração do sul do Brasil, participando do desenvolvimento sócio-econômico da cidade, desbravando a localidade como um todo, com novas técnicas agrícolas e industriais. Eles fundaram escolas, clubes e comunidade luterana e os mantiveram, por meio dos anos seus costumes culturais e religiosos.

Italianos
Retomaram ao ano de 1882 os primeiros vestígios da imigração italiana em União da Vitória, onde se tem informações que atuaram na navegação e na agricultura. Em 1897, cerca de 9 famílias de italianos se instalaram na fazenda Vila Zulmira, e outras continuaram a chegar à região e deixaram importantes realizações.

Ucranianos
Os primeiros imigrantes procedentes, principalmente, das províncias ucranianas da Galícia e Bucovina, se fixaram na região por volta de 1892, se estabelecendo nas Colônias General Carneiro. Já em 1896, um contingente maior se espalhou por toda extensão do médio Iguaçu, principalmente em Mallet e Cruz Machado, Jangada, Legru e Nova Galícia. Estes imigrantes
eram, em sua maioria, lavradores, e se dedicaram ao mesmo ofício nas terras colonizadas. Outros ciclos imigratórios expressivos se seguiram às primeira e segunda Guerras Mundiais.
Seus costumes e tradições são preservados com tanta intensidade que se tornaram símbolo desta etnia. Suas festas, folclore, gastronomia e a religião ortodoxa são mantidos de geração a geração.

Poloneses
Dois grandes contingentes de imigração polonesa instalaram-se na região, de 1890 a 1896 e de 1907 a 1914; fixaram-se principalmente na área rural e dedicaram-se ao cultivo da terra e, como lavradores, contribuíram para o engrandecimento da região. Cabe a eles a introdução do uso da carroça no Brasil.

Ciclos econômicos

O primeiro ciclo econômico se deu por meio do Tropeirismo, que foi a mola impulsionadora do desenvolvimento da região. Para complementar esta atividade surgiu a Navegação pelo Rio Iguaçu que facilitou o deslocamento de pessoas, mercadorias e do gado.
O transporte por canoas se tornou uma rentável atividade, já que agilizava e tornava mais econômico o deslocamento de produtos essenciais para o entreposto de Palmas. Com a navegação surgiu um rico comércio, pois as canoas levavam para o interior sal, querosene, alimentos, tecidos, e traziam de volta erva-mate, couros e gêneros alimentícios, de Palmas e de Guarapuava.

Com o advento da Navegação a Vapor, a economia tomou um novo impulso, pois aumentou a capacidade reduzida de canoas, transpondo com maior rapidez e conforto o trajeto entre Porto Amazonas e União da Vitória. Os “vapores” foram os grandes responsáveis pelo incremento da colonização e desenvolvimento econômico do Vale do Iguaçu. Outro importante ciclo foi o da erva-mate, que trouxe desenvolvimento para o Vale do Iguaçu como um todo. A região teve um importante papel no transporte e na confecção de cestos, cangalhas e barricas para o acondicionamento do produto.

Porém, a atividade econômica que mais gerou renda foi a extração de madeira, que teve impulso com construção da estrada de ferro, o que propiciou a instalação de diversas serrarias.

A exuberante mata nativa, composta de espécies nobres e de alto valor econômico, como o pinheiro araucária, a imbuía e a canela, foi extraída em grande quantidade dada a farta mão de obra e a facilidade de transporte, fatores decisivos para a região se tornar um importante exportador de madeira.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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