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Os dados da pandemia do Covid-19 no município de União da Vitória, e o tratamento precoce oferecido para os pacientes com o diagnóstico positivo para a doença, foram destacados no programa “Opinião no Ar”, apresentado pelo jornalista Luis Ernesto Lacombe na Rede TV na manhã desta segunda-feira, 14.

No programa o médico Paulo Porto de Melo, que era um dos convidados, apresentou os dados do Perfil Epidemiológico do estado do Paraná no domingo, 13, e fez um comparativo entre a relação de casos da 6ª Regional de Saúde de União da Vitória e a 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu, que são as regionais com menos mortes registradas pelo Covid-19 e a terceira com mais mortes registradas, respectivamente.

O médico mostrou que de acordo com os dados Foz do Iguaçu tem um índice de mortalidade 71,7 óbitos por Covid-19 quando a regional de União da Vitória tem 15,2 mortes para cada 100 mil habitantes, ” é o mesmo estado, a composição etária é praticamente a mesma, pessoas com o mesmo background genético, o que muda? Muda que União da Vitoria adota um negócio chamado tratamento precoce, e Foz do Iguaçu não”, afirmou no programa.

O tratamento precoce ao qual o médico faz referência é o Kit Vida, que é um protocolo de tratamento que foi instituído desde o início da pandemia no município e que tem tido sucesso na recuperação dos pacientes diagnosticados com o Covid-19.

A medicação é entregue para os pacientes que são atendidos na UPA e fazem a coleta do exame RT-PCR e também é entregue para os pacientes positivados que fazem os exames em laboratórios particulares.

São prescritos para os pacientes uma combinação de medicamentos com um antiviral, um antibiótico com ação antiviral, a cloroquina, o sulfato de zinco e um antipirético, para baixar a temperatura, se necessário.

Em entrevista para apresentação do tratamento, ainda no mês de Julho, o secretário de saúde de União da Vitória, Dr Ary Carneiro Jr, ressaltou que o protocolo age de forma preventiva, e precoce para oferecer melhores condições para que o paciente passe pelo processo da doença.

“Temos a consciência que não é curativo, ele (o protocolo) atua na fase leve, inicial, você consegue diminuir a quantidade da multiplicação viral, e o antibiótico vai matar as outras bactérias que poderiam ser os hospedeiros no seu organismo. O teu sistema imunológico, vai ter condições de imunologicamente passar melhor o trânsito dos 14 dias, sem agravar”, afirmou o secretário.