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Prefeitura de União da Vitória e empresa Piedade se encontram quinta-feira com a população para resolver impasses

O prefeito Santin Roveda recebeu ontem (10) em seu gabinete, funcionários da empresa Transporte Coletivo Nossa Senhora Piedade que atuam com o Sistema de Transporte União da Vitória (TCI) e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de União da Vitória (SINTRUV). No encontro, do qual tomaram parte também o vice Bachir Abbas, vereadores e secretários municipais, o prefeito ouviu dos visitantes a preocupação com relação à renovação ou não do contrato. “Queremos saber se haverá ou não a renovação contratual ou se uma nova licitação será realizada”, disse Lourenço Johann, presidente do SINTRUV.
Depois de ouvir calma e atentamente outros pronunciamentos, foi a vez de Santin explanar. “Preciso explicar que nossa gestão apanhou essa situação em trâmite. E reconhecer que três anos sem reajustes é algo muito difícil do ponto de vista empresarial. Lembro que sou empresário e sei da situação. Mas, também estou prefeito e gerencio os recursos públicos. Não podia, simplesmente, sem embasamento algum, sair aumentando tarifas sem parâmetros”, falou.
Santin explicou que o estudo contratado pela prefeitura junto a uma assessoria também teve essa preocupação. E em seguida o prefeito também abordou a questão contratual. “O trabalho que vocês realizam é excelente. Não sou eu que falo, são as sondagens que fizemos e que também nos trouxeram a ideia do que é justo em termos de valor de passagens. Quanto ao contrato, afirmo, é de minha intenção estendê-lo por mais tempo pois a empresa presta um excelente serviço”, disse Santin.
A última prorrogação estendeu até 31 de janeiro de 2019 a vigência contratual, mas manteve os valores praticados: R$ 2,90 para linhas urbanas e R$ 6,70 para as linhas rurais. Porém, segundo a empresa, não é mais possível operar com esses valores. A título comparativo, muito embora o custo de vida possa ser maior, a passagem urbana na capital, Curitiba, desde fevereiro de 2017 foi elevada de R$ 3,70 para R$ 4,25.
E não há outra forma. Sem atualização desde 15 de fevereiro de 2016, o valor das tarifas do Sistema de Transporte União da Vitória (TCI) precisará ser reajustado. Há mais de seis meses a empresa vencedora de licitação para a exploração do serviço solicita à prefeitura a correção do valor das passagens enquanto o contrato entre as partes (originalmente de 15 anos) segue prorrogado. Nesse interim, depois de deliberar, a Comissão de Transportes concluiu ser mesmo inevitável o reajuste para garantir condições para a empresa atuar e também como forma de manter a qualidade dos serviços prestados à população.
São quase três anos sem reajuste tarifário, período em que a economia oscilou trazendo altas de preços para todos os setores da sociedade. A empresa prestadora alega que desde o último reajuste, os custos operacionais subiram consideravelmente. Somente para salários foram três data bases (jun/2016, jun/2017 e jun/2018), que resultaram num impacto de 20,32% na folha de pagamento. Já o reajuste de Diesel foi na ordem de 10,48% somente no período de dezembro 2017 a agosto de 2018, com inflação de 15,18% entre fevereiro 2016 a outubro de 2018.
Ainda assim, o prefeito agiu novamente com cautela. Informou aos participantes da reunião que já havia agendado uma apresentação pública para a explanação sobre o tema. “É preciso encontrar o meio termo pelo bom senso. De um lado está a empresa e suas necessidades naturais de sobrevivência. Do outro está a população, com a mesma necessidade. A prefeitura está no meio”, desenhou Santin.
Por isso, nesta quinta-feira (12), às 19h, no auditório da Estação Central/Secretaria de Cultura, uma audiência com a população e representantes da categoria vai aprofundar o assunto, mas com a certeza: será preciso atualizar o valor.

Contrapartida
Sem ter como evitar o reajuste mínimo que sugere com base em índices econômicos os novos valores das passagens, a prefeitura também contrapôs. Incluiu o transporte público de União da Vitória como um dos principais objetos de estudos. As propostas técnicas já foram apresentadas e novas linhas e pontos de ônibus vão tornar ainda mais dinâmico e confortável o transporte público.

O sistema
Da frota local da empresa Transporte Coletivo Nossa Senhora Piedade, 24 veículos são operantes: 17 atendem as linhas urbanas, sete as linhas rurais e quatro são carros reservas. A idade média dos veículos é de 5,3 anos, todos adequados à legislação de acessibilidade para os portadores de necessidades especiais.
A demanda mensal gira em torno de 158.220 passageiros, sendo 127.622 passageiros equivalentes (que efetivamente pagam a tarifa). Também são transportados sem o pagamento da tarifa, idosos, portadores de necessidades especiais e estudantes que pagam meia tarifa. Estes somam 30.598 passageiros em média. Neste período sem reajustes, a demanda dos passageiros equivalentes sofreu queda de 3,00%.
Ainda assim, atualmente a empresa opera 14 linhas urbanas, que rodam uma média mensal de 85.050 quilômetros. Já o sistema rural é composto por cinco linhas, cuja média mensal rodada é de 26.989 quilômetros. Assim, os dois sistemas totalizando média de 112.039 quilômetros percorridos por mês.
Para se ter uma ideia, a linha U14-Pinhalão, é a com maior extensão. Seu trajeto de ida e volta soma 96.964 quilômetros.

SERVIÇO
Explanação pública sobre o transporte público
Quinta-feira – 12/12/2018 – 19h
Auditório da Estação União /RFFSA